Gravidez Indesejada na adolescência
Como agir diante da notícia de uma gravidez indesejada? O que devemos fazer quando descobrimos que estamos grávidas e isso não deveria acontecer?
A liberdade sexual, unida à falta de uma orientação correta no ambiente familiar, conduz a prática sexual sem nenhum conhecimento das conseqüências que isso pode causar em suas vidas – principalmente no momento em que engravidam ou pior: adquiriram uma DST.
Geralmente, quando tomam conhecimento que estão grávidas, as garotasse dão conta do erro que cometeram. Digo as garotas por que o peso maior geralmente recai sobre elas. A maioria é rejeitada no próprio ambiente familiar e muitas recorrem aos erráticos e ilegais métodos abortivos.
O dado, infelizmente, é preocupante: O numero de abortos vem crescendo entre os adolescentes. Ou seja, os adolescentes costumam resolver o problema depois que ele acontece, quando seria mais fácil, justo e óbvio prevenir-se para que o problema nunca ocorra.
Cai sobre nós – a sociedade – a questão: o que estamos fazendo de errado? Porque nossas mensagens e advertências não chegam até os mais jovens? Campanhas não surtem efeitos e até camisinhas de graça sequer arranham os números destes dados.
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- O líquido que sai do Pênis…
Um jovem menino ou menina tem procurar ajuda antes mesmo de iniciar sua experiência sexual.
Uma gravidez não é fácil. Sou totalmente contra o aborto.
Abraços
Acho que isso mais acontece, pq os país de hojes não estão querendo mais educar seus filhos. Num mundo capitalista e de consumistas, a educação dos filhos estão ficando por conta da televisão, amigos e pessoas desconhecidas.
Aí a resposta é essa que você mesmo postou.
Excelente notícia
descobri que vou ser pai,era tudo oque eu mais queria,porém,tudo aconteceu na hora errrada pois não estoupreparado pra isso.Tenho 18 anos e mimha namorada em janeiro faz 17,e o erro não foi dela. Apesar de não o momento não ser o melhor estou feliz.Jamais serei a favor do aborto…E muitas vezes não é a falta de informação porque eu sempre estive bem informado sobre o assunto o que leva ao erro é por relachamento próprio… valeu
eu tenho 16 anos e tenho uma filha
meus pais ficaram tds bravos
e meu namorado me abandonou quando soube
eu nao quiz aborta meu namorado queria
eu sou contra o aborto
previro passar por momentos dificil do q fazer aborto
a
oiiiiiiiiiii
Eu mim chamo irismar tenho 14 anos se chegar um dia que eu engravide eu nao vou tirar pq eu sou contra o aborto…
oi..eu acho muito errado o aborto e mais errado ainda sao essas crianças que confundem as coisas ..em vez de aproveitar a sua idade ultrapassam tudo e sem saberem que tudo tem sua hora ..meninas que nem tem o corpo formado direito, e nem sao donas de seu proprio nariz ficam doidas com os hormonios a flor da pele. entao cientistas falam que a mulher e dona de seu corpo e faz oque quizer com ele..sendo que 50% dos fetos sao do sexo feminino e se a mulher aborta esse feto como que ela e dona de se msm se ela aborta um feto feminino que nao teve defeza nenhuma . pense e reflita nos seus atos para depois nao ser igual um essas pessoas que matam qualquer um ,que nao tem amor !!
abrçs
Oi, tenho uma amiga que tem 22 anos e descobriu que está grávida do namorado.Ela fazia uso de pílula anticoncepcional e mesmo assim o mpetodo falhou. É estudante de medicina e a situação fica bem pior por isso. Ela ainda n contou para os pais mas n deseja abortar. Não sei o que dizer nem o q aconselhar. O que faço para ajudá-la?
oi, eu tenho 16 anos e nunca tive relações sexuais, to namorando e estamos pensando em ter nossa primeira vez!
na verdade, tivemos uma quase relação.. nao sei ao certo dizer se foi ou não… estavamos nos beijando e tivemos digamos que um amasso mais forte!
sinti como se o penis dele e minha vagina estivessem em contaato, no entanto um contato com roupas e tudo mais!
outro dia, namorando, eu senti como se ele tivesse tirado a cueca e encostado o penis dele em mim, logo em baixo do meu umbigo, bem no inicio da minha vagina, mas eu estava de roupa… neste caso, há chances de eu estar gravida? peço para que me respondam rapido pois estou apavorada! obrigada, é pq sou completamente burra neste ponto, nao converso com ninguem sobre isso, sou muito tiimida e tenho medo dos meus pais.
e quanto ao tema, o aborto, eu jamais tiraria um filho, afinal, é uma vida em jogo!
………………..
Comentário e usuário BANIDO.
Motivo: Comércio ilegal.
Não postem este tipo de comentário. Obrigado.
Moderação.
Eu apoio ao abordo! em algumas causas como o estrupo, mas caso ao contrario nao apoio o aborto pois ce engravidou sem querere falta de vergonha na cara!!!
oi me chamo camila tenho 14 anos e estou gravida, nao tenho coragem de contar a ninguem mas nao vou tirar esse bebe pois ele nao tem culpa dos meus erros e e uma vida pequenininha que precisa de mim para sobreviver.
olá, eu apoio o aborto, nao tem nd a ve isso que é uma vidda, intao cada vez q usamos camisinha estamos matando um monte de vida. eu tenho 15 anos, e se eu engravidar eu aborto certo!
Olá pessoal, tenho passado um drama muito grande, a minha namarada engravidou,
e tentou duas vezes tirar essa criança ou seja meu filho com o medicamento cytotec,
porem não conseguiu, acredito q certas situaçoes na nossa vida tem que acontecer,
gostaria que o pensamento dela tbem fosse assim, pois gostaria muito de ter esse filho com ela
mas infelizmente não mando no corpo dela, mas gostaria de deixar claro
para as pessoas que estao pensando em tomar esse TAL CYTOTEC desista, pois existe uma vida
dentro de vc. eu so peço a Deus q se minha namarada desistir de fazer esse tal aborto, que meu filho nasça completamente saudável. um grande abraço a todos. e valeu pelo desabafo.
Gente
Não compre com um golpista atende pelo email enfermeira-carla@hotmail.com é tudo furada, eles não vendem nada e so usa seu dinheiro, fizeram isso comigo na semana passada.
CUIDADO COM ESSE EMAIL ENFERMEIRA-CARLA@HOTMAIL.COM
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olá gente o aborto e coisa mais orrivel nunca fassa isso
oi meu nome e nara estou com suspeita de gravidez eu nao vou aborta mas meu namorado falou que nao que te esse filho eu tou muito triste pq pencei que ele gostava de mi mas acho que nao
ele que que eu tomo remedio ja tomei ums mas nao vou toma mas tou arependita de mas quem estever gravida e tiver pensado hem aborta nao fassa isso so pojutica vc poque quando vc quizer ter um filho vc talveis nao podera pq aborto da muitas doença vc pode ate morrer intao que pasta vc ter seu filho eu nao fasso isso mas tou arependita de mas
tenho 22 anos estou na 2ª gravidez indezejada :mas feliz agora,por que quando descobri queria morrer,abortar, chorei muito pois moro com meu pai e graças a DEUS ele mim entendeu.mas nessa recente gravidez ele não achou muito bom e nem eu mas é aceitar e amar…
oláa…meu nome é vandinha e estou gravida, mais eu não quero tirar esse bebe….e meu namorado quer q eu tire, mas eu não tenho coragem…tenho medo de morrer…eu to sentindo isso..ninguem sabe dessa gravidez alem de mim e dele…eu não consigo mas esconder os sintomas…
e tenho medo da reação da minha familia…pois agora que tenho 17 anos…e eu quero muito esse filho..pois ultimamente estou mim sentindo só..e o meu bebe é quem esta comigo sempre q eu preciso…pois eu já sinto um amor inesplicavel por ele…
BANIDO.
e-mail encaminhado para a POLÍCIA FEDERAL DO BRASIL.
Atenção: O Aborto no Brasil é proibido, portanto, Não Comercializem ou indiquem clínicas e medicamentos para aborto no Brasil. Os e-mails serão encaminhados para a PF.
Obrigado.
Administração Gestantes.Net
Oi,tenho 18 anos e estou me envolvendo com um homem bem + velho,nosso unico método é a camisinha. Bom eu tenho um pouquinho de medo de engravidar,porém se isso acontecer vô fica muito feliz pois agora eu desejo muito ser mãe.
Sou completamente contra o aborto!!! pois se vc está namorando e tm relações é pq ama. Então um filho só será o fruto desse amor ;D abraço
BANIDO.
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Atenção: O Aborto no Brasil é proibido, portanto, Não Comercializem ou indiquem clínicas e medicamentos para aborto no Brasil. Os e-mails serão encaminhados para a PF.
Obrigado.
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Como agir diante da notícia de uma gravidez indesejada? O que devemos fazer quando descobrimos que estamos grávidas e isso não deveria acontecer?
A liberdade sexual, unida à falta de uma orientação correta no ambiente familiar, conduz a prática sexual sem nenhum conhecimento das conseqüências que isso pode causar em suas vidas – principalmente no momento em que engravidam ou pior: adquiriram uma DST.
Geralmente, quando tomam conhecimento que estão grávidas, as garotasse dão conta do erro que cometeram. Digo as garotas por que o peso maior geralmente recai sobre elas. A maioria é rejeitada no próprio ambiente familiar e muitas recorrem aos erráticos e ilegais métodos abortivos.
O dado, infelizmente, é preocupante: O numero de abortos vem crescendo entre os adolescentes. Ou seja, os adolescentes costumam resolver o problema depois que ele acontece, quando seria mais fácil, justo e óbvio prevenir-se para que o problema nunca ocorra.
Cai sobre nós – a sociedade – a questão: o que estamos fazendo de errado? Porque nossas mensagens e advertências não chegam até os mais jovens? Campanhas não surtem efeitos e até camisinhas de graça sequer arranham os números destes dados.
BANIDO.
e-mail encaminhado para a POLÍCIA FEDERAL DO BRASIL.
Atenção: O Aborto no Brasil é proibido, portanto, Não Comercializem ou indiquem clínicas e medicamentos para aborto no Brasil. Os e-mails serão encaminhados para a PF.
Obrigado.
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BANIDO.
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Atenção: O Aborto no Brasil é proibido, portanto, Não Comercializem ou indiquem clínicas e medicamentos para aborto no Brasil. Os e-mails serão encaminhados para a PF.
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viviane
Eu fiz um aborto numa clínica em Badajoz.
Não o fiz de “ânimo leve” apesar de pensar, e saber que há mulheres que o fazem. Não era considerada uma gravidez de risco, nem me encontrava em nenhuma das situações previstas no código penal, quer português, quer espanhol (cujo texto é exactamente o mesmo).
Em Portugal é impensável ter um filho e dá-lo para adopção… Não há opção. Não há acolhimento para a criança, e o sistema leva anos até que uma família possa adoptar…
Já fui mãe, e talvez por isso me tenha custado mais, e talvez por isso tenha tanta dificuldade em ultrapassar. Não quero com isso dizer que custe menos a alguém que nunca foi mãe, mas custa de maneira diferente. Porque sabemos o que é ter um ser dentro de nós, durante 9 meses.
Apesar de tudo, fi-lo de uma forma plenamente consciente. Não tenho orgulho nenhum, mas não me arrependo do que fiz. Apenas gostaria que a minha vida tivesse outras condições para não o ter feito. Nunca poderia ter outro filho e por em causa a subsistência da filha que já tenho.
Não imagina a dor que é tomar uma decisão dessas. E não imagina também a aflição que é saber que em Portugal se pode ir presa por fazer um aborto. E na maioria das vezes em más condições. Já basta a dor de tomar a decisão, e de fazer um aborto. Ser perseguida não ajuda…
Tive possibilidades de ir a Espanha sem sequer tentar encontrar em Portugal quem fizesse o “serviço”, como alguns lhe chamam… Mas há em Portugal quem o faça clandestinamente, como é óbvio. Até mesmo em hospitais publicos…
Em Badajoz, numa das tais clínicas que aparecem nos anúncios de jornal, existem condições para o fazer.
Não, não perguntam sequer qual é a razão pela qual decidimos fazer um aborto.
Sim, existe uma entrevista com um psicólogo. Pergunta “Como estás?” e explica-nos o que se vai passar de seguida e porque é que temos de preencher tanta papelada.
Existe uma espécie de linha de montagem. Ou neste caso de “desmontagem”…
Fazem uma ecografia, e análises.
Com uma rapidez alucinante, passamos por uma série de gabinetes aTé chegar a uma sala, tipo sala de operações onde será feita a intervenção.
Colocam soro, e dão uma espécie de calmante super-forte.
No meu caso, foi feito por aspiração.
Passado cerca de 20 minutos acorda-se já num quarto. Trazem a roupa que despimos ao entrar e dizem para aguardar numa sala de espera.
Na sala de espera podem estar apenas quatro mulheres de cada vez. Quando eu lá entrei estavam duas portuguesas e uma espanhola. (Devo também dizer que o pessoal da clínica estava pasmado com a quantidade de portuguesas que lá foi naquele dia… Que eu tenha reparado, só vi duas espanholas, no meio de duas dezenas de mulheres…)
Lembro-me particularmente de uma míuda, com uns 17 anos… Estava sentada à minha frente. Ela conseguiu soltar uma gargalhada, por já não sentir as calças a apertar a barriga… Estas foram as palavras dela…
Olhei para a senhora que estava sentada ao meu lado. Tal como eu, já tinha um filho, e não tinha possibilidades de ter outro. Agora não… A única coisa que conseguimos dizer além disso foi: “Já passou…” Uma espécie de frase de consolo, que não consola nada. Apenas “já passou” o perigo de correr tudo mal…
Qualquer mulher que tenha uma mínima fé em Deus ou uma educação católica tem medo de ser castigada por ter cometido um acto destes… Por Deus ou pelo Destino… E qualquer mãe tem um pavor imenso de que lhe aconteça alguma coisa enquanto os seus filhos não estiverem “criados”…
Dez minutos depois, a mesma senhora que me recebeu chamou-me. Eu e o meu companheiro, que estava até então a aguardar na sala de espera, fomos até um gabinete, onde me explicaram o que se is passar com o meu corpo nos dias seguintes. O que deveria fazer e como deveria tomar os medicamentos que me estavam a dar. Um antibiótico para prevenir complicações, um analgésico para as dores e umas gotas para ajudar o útero a contrair. Deram-me também uma declaração, para apresentar ao médico quando fizer a consulta para ver se está tudo bem… A declaração diz que a interrupção voluntária da gravidez foi feita ao abrigo do decreto lei 9/85 do artigo 417. É o tal que diz o mesmo que a lei portuguesa diz.
Estou agora a ver se encontro alguém que conheça um médico que não me faça sentir ainda pior quando for consultada.
Existe muita hipocrisia em Portugal… A maioria das mulheres já fez um aborto… E mesmo assim, as pessoas julgam-nas… Não são só os tribunais que as julgam… Toda a gente sabe que se fazem abortos. Que sempre se fizeram abortos. Não é por existir uma lei que o proibe que as mulheres vão deixar de o fazer. Nunca vai deixar de acontecer. Vai ser feito em casa, ou numa parteira reformada, sem quaisquer condições, ou num hospital público, pagando centenas de contos, e correndo risco de vida.
Acredita que em Portugal nem sequer um “fórum” na internet existe, onde se possam partilhar experiências deste género? É completamente ignorado, e no entanto toda a gente sabe que se fazem abortos…
Mesmo com o tal papel da clínica, que diz que fiz a IVG legalmente, tenho sinceramente receio de ir a um médico que se arme em “moralista” e que crie problemas legais… Tenho. Espero conseguir ultrapassar esse problema.
Entretanto, estou de luto, quer acredite, quer não. Sinto que morreu alguém que era um pedaço de mim, e de alguém que eu amo muito. Todos os dias tenho “flashes” na minha cabeça, de cenas que vi ou vivi naquele dia… E olho para a minha filha, e inevitavelmente questiono-me como seria, se a situação tivesse sido diferente.
É algo que eu nunca vou ultrapassar. Vou apenas conseguir viver com isso…
Não espero com a minha mensagem que pense de forma diferente… Só acho que precisa de outros pontos de vista, e em Portugal as mulheres ainda têm medo de falar sobre o aborto…
Mas é preciso falar…
Não sei se ainda alguém vai ler a minha mensagem, mas pelo pelo menos o autor do texto original do blog vai concerteza ler…
Eu fiz um aborto numa clínica em Badajoz.
Não o fiz de “ânimo leve” apesar de pensar, e saber que há mulheres que o fazem. Não era considerada uma gravidez de risco, nem me encontrava em nenhuma das situações previstas no código penal, quer português, quer espanhol (cujo texto é exactamente o mesmo).
Em Portugal é impensável ter um filho e dá-lo para adopção… Não há opção. Não há acolhimento para a criança, e o sistema leva anos até que uma família possa adoptar…
Já fui mãe, e talvez por isso me tenha custado mais, e talvez por isso tenha tanta dificuldade em ultrapassar. Não quero com isso dizer que custe menos a alguém que nunca foi mãe, mas custa de maneira diferente. Porque sabemos o que é ter um ser dentro de nós, durante 9 meses.
Apesar de tudo, fi-lo de uma forma plenamente consciente. Não tenho orgulho nenhum, mas não me arrependo do que fiz. Apenas gostaria que a minha vida tivesse outras condições para não o ter feito. Nunca poderia ter outro filho e por em causa a subsistência da filha que já tenho.
Não imagina a dor que é tomar uma decisão dessas. E não imagina também a aflição que é saber que em Portugal se pode ir presa por fazer um aborto. E na maioria das vezes em más condições. Já basta a dor de tomar a decisão, e de fazer um aborto. Ser perseguida não ajuda…
Tive possibilidades de ir a Espanha sem sequer tentar encontrar em Portugal quem fizesse o “serviço”, como alguns lhe chamam… Mas há em Portugal quem o faça clandestinamente, como é óbvio. Até mesmo em hospitais publicos…
Em Badajoz, numa das tais clínicas que aparecem nos anúncios de jornal, existem condições para o fazer.
Não, não perguntam sequer qual é a razão pela qual decidimos fazer um aborto.
Sim, existe uma entrevista com um psicólogo. Pergunta “Como estás?” e explica-nos o que se vai passar de seguida e porque é que temos de preencher tanta papelada.
Existe uma espécie de linha de montagem. Ou neste caso de “desmontagem”…
Fazem uma ecografia, e análises.
Com uma rapidez alucinante, passamos por uma série de gabinetes aTé chegar a uma sala, tipo sala de operações onde será feita a intervenção.
Colocam soro, e dão uma espécie de calmante super-forte.
No meu caso, foi feito por aspiração.
Passado cerca de 20 minutos acorda-se já num quarto. Trazem a roupa que despimos ao entrar e dizem para aguardar numa sala de espera.
Na sala de espera podem estar apenas quatro mulheres de cada vez. Quando eu lá entrei estavam duas portuguesas e uma espanhola. (Devo também dizer que o pessoal da clínica estava pasmado com a quantidade de portuguesas que lá foi naquele dia… Que eu tenha reparado, só vi duas espanholas, no meio de duas dezenas de mulheres…)
Lembro-me particularmente de uma míuda, com uns 17 anos… Estava sentada à minha frente. Ela conseguiu soltar uma gargalhada, por já não sentir as calças a apertar a barriga… Estas foram as palavras dela…
Olhei para a senhora que estava sentada ao meu lado. Tal como eu, já tinha um filho, e não tinha possibilidades de ter outro. Agora não… A única coisa que conseguimos dizer além disso foi: “Já passou…” Uma espécie de frase de consolo, que não consola nada. Apenas “já passou” o perigo de correr tudo mal…
Qualquer mulher que tenha uma mínima fé em Deus ou uma educação católica tem medo de ser castigada por ter cometido um acto destes… Por Deus ou pelo Destino… E qualquer mãe tem um pavor imenso de que lhe aconteça alguma coisa enquanto os seus filhos não estiverem “criados”…
Dez minutos depois, a mesma senhora que me recebeu chamou-me. Eu e o meu companheiro, que estava até então a aguardar na sala de espera, fomos até um gabinete, onde me explicaram o que se is passar com o meu corpo nos dias seguintes. O que deveria fazer e como deveria tomar os medicamentos que me estavam a dar. Um antibiótico para prevenir complicações, um analgésico para as dores e umas gotas para ajudar o útero a contrair. Deram-me também uma declaração, para apresentar ao médico quando fizer a consulta para ver se está tudo bem… A declaração diz que a interrupção voluntária da gravidez foi feita ao abrigo do decreto lei 9/85 do artigo 417. É o tal que diz o mesmo que a lei portuguesa diz.
Estou agora a ver se encontro alguém que conheça um médico que não me faça sentir ainda pior quando for consultada.
Existe muita hipocrisia em Portugal… A maioria das mulheres já fez um aborto… E mesmo assim, as pessoas julgam-nas… Não são só os tribunais que as julgam… Toda a gente sabe que se fazem abortos. Que sempre se fizeram abortos. Não é por existir uma lei que o proibe que as mulheres vão deixar de o fazer. Nunca vai deixar de acontecer. Vai ser feito em casa, ou numa parteira reformada, sem quaisquer condições, ou num hospital público, pagando centenas de contos, e correndo risco de vida.
Acredita que em Portugal nem sequer um “fórum” na internet existe, onde se possam partilhar experiências deste género? É completamente ignorado, e no entanto toda a gente sabe que se fazem abortos…
Mesmo com o tal papel da clínica, que diz que fiz a IVG legalmente, tenho sinceramente receio de ir a um médico que se arme em “moralista” e que crie problemas legais… Tenho. Espero conseguir ultrapassar esse problema.
Entretanto, estou de luto, quer acredite, quer não. Sinto que morreu alguém que era um pedaço de mim, e de alguém que eu amo muito. Todos os dias tenho “flashes” na minha cabeça, de cenas que vi ou vivi naquele dia… E olho para a minha filha, e inevitavelmente questiono-me como seria, se a situação tivesse sido diferente.
É algo que eu nunca vou ultrapassar. Vou apenas conseguir viver com isso…
Não espero com a minha mensagem que pense de forma diferente… Só acho que precisa de outros pontos de vista, e em Portugal as mulheres ainda têm medo de falar sobre o aborto…
Mas é preciso falar…
1054 claudia // May 27, 2009 at 12:54
Eu fiz um aborto numa clínica em Badajoz.
Não o fiz de “ânimo leve” apesar de pensar, e saber que há mulheres que o fazem. Não era considerada uma gravidez de risco, nem me encontrava em nenhuma das situações previstas no código penal, quer português, quer espanhol (cujo texto é exactamente o mesmo).
Em Portugal é impensável ter um filho e dá-lo para adopção… Não há opção. Não há acolhimento para a criança, e o sistema leva anos até que uma família possa adoptar…
Já fui mãe, e talvez por isso me tenha custado mais, e talvez por isso tenha tanta dificuldade em ultrapassar. Não quero com isso dizer que custe menos a alguém que nunca foi mãe, mas custa de maneira diferente. Porque sabemos o que é ter um ser dentro de nós, durante 9 meses.
Apesar de tudo, fi-lo de uma forma plenamente consciente. Não tenho orgulho nenhum, mas não me arrependo do que fiz. Apenas gostaria que a minha vida tivesse outras condições para não o ter feito. Nunca poderia ter outro filho e por em causa a subsistência da filha que já tenho.
Não imagina a dor que é tomar uma decisão dessas. E não imagina também a aflição que é saber que em Portugal se pode ir presa por fazer um aborto. E na maioria das vezes em más condições. Já basta a dor de tomar a decisão, e de fazer um aborto. Ser perseguida não ajuda…
Tive possibilidades de ir a Espanha sem sequer tentar encontrar em Portugal quem fizesse o “serviço”, como alguns lhe chamam… Mas há em Portugal quem o faça clandestinamente, como é óbvio. Até mesmo em hospitais publicos…
Em Badajoz, numa das tais clínicas que aparecem nos anúncios de jornal, existem condições para o fazer.
Não, não perguntam sequer qual é a razão pela qual decidimos fazer um aborto.
Sim, existe uma entrevista com um psicólogo. Pergunta “Como estás?” e explica-nos o que se vai passar de seguida e porque é que temos de preencher tanta papelada.
Existe uma espécie de linha de montagem. Ou neste caso de “desmontagem”…
Fazem uma ecografia, e análises.
Com uma rapidez alucinante, passamos por uma série de gabinetes aTé chegar a uma sala, tipo sala de operações onde será feita a intervenção.
Colocam soro, e dão uma espécie de calmante super-forte.
No meu caso, foi feito por aspiração.
Passado cerca de 20 minutos acorda-se já num quarto. Trazem a roupa que despimos ao entrar e dizem para aguardar numa sala de espera.
Na sala de espera podem estar apenas quatro mulheres de cada vez. Quando eu lá entrei estavam duas portuguesas e uma espanhola. (Devo também dizer que o pessoal da clínica estava pasmado com a quantidade de portuguesas que lá foi naquele dia… Que eu tenha reparado, só vi duas espanholas, no meio de duas dezenas de mulheres…)
Lembro-me particularmente de uma míuda, com uns 17 anos… Estava sentada à minha frente. Ela conseguiu soltar uma gargalhada, por já não sentir as calças a apertar a barriga… Estas foram as palavras dela…
Olhei para a senhora que estava sentada ao meu lado. Tal como eu, já tinha um filho, e não tinha possibilidades de ter outro. Agora não… A única coisa que conseguimos dizer além disso foi: “Já passou…” Uma espécie de frase de consolo, que não consola nada. Apenas “já passou” o perigo de correr tudo mal…
Qualquer mulher que tenha uma mínima fé em Deus ou uma educação católica tem medo de ser castigada por ter cometido um acto destes… Por Deus ou pelo Destino… E qualquer mãe tem um pavor imenso de que lhe aconteça alguma coisa enquanto os seus filhos não estiverem “criados”…
Dez minutos depois, a mesma senhora que me recebeu chamou-me. Eu e o meu companheiro, que estava até então a aguardar na sala de espera, fomos até um gabinete, onde me explicaram o que se is passar com o meu corpo nos dias seguintes. O que deveria fazer e como deveria tomar os medicamentos que me estavam a dar. Um antibiótico para prevenir complicações, um analgésico para as dores e umas gotas para ajudar o útero a contrair. Deram-me também uma declaração, para apresentar ao médico quando fizer a consulta para ver se está tudo bem… A declaração diz que a interrupção voluntária da gravidez foi feita ao abrigo do decreto lei 9/85 do artigo 417. É o tal que diz o mesmo que a lei portuguesa diz.
Estou agora a ver se encontro alguém que conheça um médico que não me faça sentir ainda pior quando for consultada.
Existe muita hipocrisia em Portugal… A maioria das mulheres já fez um aborto… E mesmo assim, as pessoas julgam-nas… Não são só os tribunais que as julgam… Toda a gente sabe que se fazem abortos. Que sempre se fizeram abortos. Não é por existir uma lei que o proibe que as mulheres vão deixar de o fazer. Nunca vai deixar de acontecer. Vai ser feito em casa, ou numa parteira reformada, sem quaisquer condições, ou num hospital público, pagando centenas de contos, e correndo risco de vida.
Acredita que em Portugal nem sequer um “fórum” na internet existe, onde se possam partilhar experiências deste género? É completamente ignorado, e no entanto toda a gente sabe que se fazem abortos…
Mesmo com o tal papel da clínica, que diz que fiz a IVG legalmente, tenho sinceramente receio de ir a um médico que se arme em “moralista” e que crie problemas legais… Tenho. Espero conseguir ultrapassar esse problema.
Entretanto, estou de luto, quer acredite, quer não. Sinto que morreu alguém que era um pedaço de mim, e de alguém que eu amo muito. Todos os dias tenho “flashes” na minha cabeça, de cenas que vi ou vivi naquele dia… E olho para a minha filha, e inevitavelmente questiono-me como seria, se a situação tivesse sido diferente.
É algo que eu nunca vou ultrapassar. Vou apenas conseguir viver com isso…
Não espero com a minha mensagem que pense de forma diferente… Só acho que precisa de outros pontos de vista, e em Portugal as mulheres ainda têm medo de falar sobre o aborto…
Não sei se ainda alguém vai ler a minha mensagem, mas pelo pelo menos o autor do texto original do blog vai concerteza ler…
Eu fiz um aborto numa clínica em Badajoz.
Não o fiz de “ânimo leve” apesar de pensar, e saber que há mulheres que o fazem. Não era considerada uma gravidez de risco, nem me encontrava em nenhuma das situações previstas no código penal, quer português, quer espanhol (cujo texto é exactamente o mesmo).
Em Portugal é impensável ter um filho e dá-lo para adopção… Não há opção. Não há acolhimento para a criança, e o sistema leva anos até que uma família possa adoptar…
Já fui mãe, e talvez por isso me tenha custado mais, e talvez por isso tenha tanta dificuldade em ultrapassar. Não quero com isso dizer que custe menos a alguém que nunca foi mãe, mas custa de maneira diferente. Porque sabemos o que é ter um ser dentro de nós, durante 9 meses.
Apesar de tudo, fi-lo de uma forma plenamente consciente. Não tenho orgulho nenhum, mas não me arrependo do que fiz. Apenas gostaria que a minha vida tivesse outras condições para não o ter feito. Nunca poderia ter outro filho e por em causa a subsistência da filha que já tenho.
Não imagina a dor que é tomar uma decisão dessas. E não imagina também a aflição que é saber que em Portugal se pode ir presa por fazer um aborto. E na maioria das vezes em más condições. Já basta a dor de tomar a decisão, e de fazer um aborto. Ser perseguida não ajuda…
Tive possibilidades de ir a Espanha sem sequer tentar encontrar em Portugal quem fizesse o “serviço”, como alguns lhe chamam… Mas há em Portugal quem o faça clandestinamente, como é óbvio. Até mesmo em hospitais publicos…
Em Badajoz, numa das tais clínicas que aparecem nos anúncios de jornal, existem condições para o fazer.
Não, não perguntam sequer qual é a razão pela qual decidimos fazer um aborto.
Sim, existe uma entrevista com um psicólogo. Pergunta “Como estás?” e explica-nos o que se vai passar de seguida e porque é que temos de preencher tanta papelada.
Existe uma espécie de linha de montagem. Ou neste caso de “desmontagem”…
Fazem uma ecografia, e análises.
Com uma rapidez alucinante, passamos por uma série de gabinetes aTé chegar a uma sala, tipo sala de operações onde será feita a intervenção.
Colocam soro, e dão uma espécie de calmante super-forte.
No meu caso, foi feito por aspiração.
Passado cerca de 20 minutos acorda-se já num quarto. Trazem a roupa que despimos ao entrar e dizem para aguardar numa sala de espera.
Na sala de espera podem estar apenas quatro mulheres de cada vez. Quando eu lá entrei estavam duas portuguesas e uma espanhola. (Devo também dizer que o pessoal da clínica estava pasmado com a quantidade de portuguesas que lá foi naquele dia… Que eu tenha reparado, só vi duas espanholas, no meio de duas dezenas de mulheres…)
Lembro-me particularmente de uma míuda, com uns 17 anos… Estava sentada à minha frente. Ela conseguiu soltar uma gargalhada, por já não sentir as calças a apertar a barriga… Estas foram as palavras dela…
Olhei para a senhora que estava sentada ao meu lado. Tal como eu, já tinha um filho, e não tinha possibilidades de ter outro. Agora não… A única coisa que conseguimos dizer além disso foi: “Já passou…” Uma espécie de frase de consolo, que não consola nada. Apenas “já passou” o perigo de correr tudo mal…
Qualquer mulher que tenha uma mínima fé em Deus ou uma educação católica tem medo de ser castigada por ter cometido um acto destes… Por Deus ou pelo Destino… E qualquer mãe tem um pavor imenso de que lhe aconteça alguma coisa enquanto os seus filhos não estiverem “criados”…
Dez minutos depois, a mesma senhora que me recebeu chamou-me. Eu e o meu companheiro, que estava até então a aguardar na sala de espera, fomos até um gabinete, onde me explicaram o que se is passar com o meu corpo nos dias seguintes. O que deveria fazer e como deveria tomar os medicamentos que me estavam a dar. Um antibiótico para prevenir complicações, um analgésico para as dores e umas gotas para ajudar o útero a contrair. Deram-me também uma declaração, para apresentar ao médico quando fizer a consulta para ver se está tudo bem… A declaração diz que a interrupção voluntária da gravidez foi feita ao abrigo do decreto lei 9/85 do artigo 417. É o tal que diz o mesmo que a lei portuguesa diz.
Estou agora a ver se encontro alguém que conheça um médico que não me faça sentir ainda pior quando for consultada.
Existe muita hipocrisia em Portugal… A maioria das mulheres já fez um aborto… E mesmo assim, as pessoas julgam-nas… Não são só os tribunais que as julgam… Toda a gente sabe que se fazem abortos. Que sempre se fizeram abortos. Não é por existir uma lei que o proibe que as mulheres vão deixar de o fazer. Nunca vai deixar de acontecer. Vai ser feito em casa, ou numa parteira reformada, sem quaisquer condições, ou num hospital público, pagando centenas de contos, e correndo risco de vida.
Acredita que em Portugal nem sequer um “fórum” na internet existe, onde se possam partilhar experiências deste género? É completamente ignorado, e no entanto toda a gente sabe que se fazem abortos…
Mesmo com o tal papel da clínica, que diz que fiz a IVG legalmente, tenho sinceramente receio de ir a um médico que se arme em “moralista” e que crie problemas legais… Tenho. Espero conseguir ultrapassar esse problema.
Entretanto, estou de luto, quer acredite, quer não. Sinto que morreu alguém que era um pedaço de mim, e de alguém que eu amo muito. Todos os dias tenho “flashes” na minha cabeça, de cenas que vi ou vivi naquele dia… E olho para a minha filha, e inevitavelmente questiono-me como seria, se a situação tivesse sido diferente.
É algo que eu nunca vou ultrapassar. Vou apenas conseguir viver com isso…
Não espero com a minha mensagem que pense de forma diferente… Só acho que precisa de outros pontos de vista, e em Portugal as mulheres ainda têm medo de falar sobre o aborto…
Mas é preciso falar…
Escrevi que não, embora gostasse que o aborto a pedido fosse legal até às 12 semanas, não concordava com a via tomada pela sociedade espanhola para isto: a interpretação alargada de saúde psiquíca.
Isto não se deve, como disse, ao facto desta interpretação contrariar o espírito da lei. A lei é o que é cumprido e não o que está escrito.
Não me desagrada a ideia de que seria hipócrita ou qualquer coisa do estilo manter uma lei nos livros que não é tida em conta na prática. Disse um cínico francês que a a hipocrisia é o que mantém a sociedade viável.
O que me desagrada é admitir que a noção de saúde mental ser tão alargada que possa incluir não me dá jeito ou perturba-me.
Claro que podem existir casos (raríssimos) em que uma gravidez possa ser causa de um problema de saúde mental tão grave que deva ser terminada por motivos de saúde. Mas nestes casos, seria de esperar que a mulher continuasse internada em hospital psiquiátrico e não é de nada disso que estamos a falar.
Estamos cada vez mais a tornar clínico aquilo que não é mais do que a vida. Mesmo um evento que nos dê cabo da vida (como uma gravidez indesejada, por exemplo) não é necessariamente um problema de saúde mental. Um problema destes não precisa de um especialista do corpo (um médico), mas de apoio espiritual que não deve ser o corpo político a providenciar: não devemos substituir os padres de uma igreja com os padres de outra. Este serviço deve ser deixado à sociedade.
Ver a este respeito, este artigo da Reason.
luis, usar como contra-argumento frase como «não me dá jeito» ou «evento que nos dê cabo da vida» é aligeirar um pouco a questão, e dar um tiro ao lado…
a questão do aborto é uma situação muito complicada, e que tem várias fases. porque uma coisa é a mulher pode nas 72 horas após uma relação sexual em que não foi usado nenhum metodo contraceptivo, e tomar um comprimido; outra bem diferente é essa mesma mulher já com 8, 10, 11 semanas de gestação submeter-se a uma intervenção cirurgica que poderá ter repercursões na sua saúde física e afectiva e essa decisão não é feita com a mesma leviandade com que se decide se queremos gelado de morango ou chocolate…
consigo perceber o teu ponto, mas não o posso aceitar, estás a pensar na mulher enquanto ser unidimensional [ok, talvez eu esteja a exagerar]…
Eu fiz um aborto numa clínica em Badajoz.
Não o fiz de “ânimo leve” apesar de pensar, e saber que há mulheres que o fazem. Não era considerada uma gravidez de risco, nem me encontrava em nenhuma das situações previstas no código penal, quer português, quer espanhol (cujo texto é exactamente o mesmo).
Em Portugal é impensável ter um filho e dá-lo para adopção… Não há opção. Não há acolhimento para a criança, e o sistema leva anos até que uma família possa adoptar…
Já fui mãe, e talvez por isso me tenha custado mais, e talvez por isso tenha tanta dificuldade em ultrapassar. Não quero com isso dizer que custe menos a alguém que nunca foi mãe, mas custa de maneira diferente. Porque sabemos o que é ter um ser dentro de nós, durante 9 meses.
Apesar de tudo, fi-lo de uma forma plenamente consciente. Não tenho orgulho nenhum, mas não me arrependo do que fiz. Apenas gostaria que a minha vida tivesse outras condições para não o ter feito. Nunca poderia ter outro filho e por em causa a subsistência da filha que já tenho.
Não imagina a dor que é tomar uma decisão dessas. E não imagina também a aflição que é saber que em Portugal se pode ir presa por fazer um aborto. E na maioria das vezes em más condições. Já basta a dor de tomar a decisão, e de fazer um aborto. Ser perseguida não ajuda…
Tive possibilidades de ir a Espanha sem sequer tentar encontrar em Portugal quem fizesse o “serviço”, como alguns lhe chamam… Mas há em Portugal quem o faça clandestinamente, como é óbvio. Até mesmo em hospitais publicos…
Em Badajoz, numa das tais clínicas que aparecem nos anúncios de jornal, existem condições para o fazer.
Não, não perguntam sequer qual é a razão pela qual decidimos fazer um aborto.
Sim, existe uma entrevista com um psicólogo. Pergunta “Como estás?” e explica-nos o que se vai passar de seguida e porque é que temos de preencher tanta papelada.
Existe uma espécie de linha de montagem. Ou neste caso de “desmontagem”…
Fazem uma ecografia, e análises.
Com uma rapidez alucinante, passamos por uma série de gabinetes aTé chegar a uma sala, tipo sala de operações onde será feita a intervenção.
Colocam soro, e dão uma espécie de calmante super-forte.
No meu caso, foi feito por aspiração.
Passado cerca de 20 minutos acorda-se já num quarto. Trazem a roupa que despimos ao entrar e dizem para aguardar numa sala de espera.
Na sala de espera podem estar apenas quatro mulheres de cada vez. Quando eu lá entrei estavam duas portuguesas e uma espanhola. (Devo também dizer que o pessoal da clínica estava pasmado com a quantidade de portuguesas que lá foi naquele dia… Que eu tenha reparado, só vi duas espanholas, no meio de duas dezenas de mulheres…)
Lembro-me particularmente de uma míuda, com uns 17 anos… Estava sentada à minha frente. Ela conseguiu soltar uma gargalhada, por já não sentir as calças a apertar a barriga… Estas foram as palavras dela…
Olhei para a senhora que estava sentada ao meu lado. Tal como eu, já tinha um filho, e não tinha possibilidades de ter outro. Agora não… A única coisa que conseguimos dizer além disso foi: “Já passou…” Uma espécie de frase de consolo, que não consola nada. Apenas “já passou” o perigo de correr tudo mal…
Qualquer mulher que tenha uma mínima fé em Deus ou uma educação católica tem medo de ser castigada por ter cometido um acto destes… Por Deus ou pelo Destino… E qualquer mãe tem um pavor imenso de que lhe aconteça alguma coisa enquanto os seus filhos não estiverem “criados”…
Dez minutos depois, a mesma senhora que me recebeu chamou-me. Eu e o meu companheiro, que estava até então a aguardar na sala de espera, fomos até um gabinete, onde me explicaram o que se is passar com o meu corpo nos dias seguintes. O que deveria fazer e como deveria tomar os medicamentos que me estavam a dar. Um antibiótico para prevenir complicações, um analgésico para as dores e umas gotas para ajudar o útero a contrair. Deram-me também uma declaração, para apresentar ao médico quando fizer a consulta para ver se está tudo bem… A declaração diz que a interrupção voluntária da gravidez foi feita ao abrigo do decreto lei 9/85 do artigo 417. É o tal que diz o mesmo que a lei portuguesa diz.
Estou agora a ver se encontro alguém que conheça um médico que não me faça sentir ainda pior quando for consultada.
Existe muita hipocrisia em Portugal… A maioria das mulheres já fez um aborto… E mesmo assim, as pessoas julgam-nas… Não são só os tribunais que as julgam… Toda a gente sabe que se fazem abortos. Que sempre se fizeram abortos. Não é por existir uma lei que o proibe que as mulheres vão deixar de o fazer. Nunca vai deixar de acontecer. Vai ser feito em casa, ou numa parteira reformada, sem quaisquer condições, ou num hospital público, pagando centenas de contos, e correndo risco de vida.
Acredita que em Portugal nem sequer um “fórum” na internet existe, onde se possam partilhar experiências deste género? É completamente ignorado, e no entanto toda a gente sabe que se fazem abortos…
Mesmo com o tal papel da clínica, que diz que fiz a IVG legalmente, tenho sinceramente receio de ir a um médico que se arme em “moralista” e que crie problemas legais… Tenho. Espero conseguir ultrapassar esse problema.
Entretanto, estou de luto, quer acredite, quer não. Sinto que morreu alguém que era um pedaço de mim, e de alguém que eu amo muito. Todos os dias tenho “flashes” na minha cabeça, de cenas que vi ou vivi naquele dia… E olho para a minha filha, e inevitavelmente questiono-me como seria, se a situação tivesse sido diferente.
É algo que eu nunca vou ultrapassar. Vou apenas conseguir viver com isso…
Não espero com a minha mensagem que pense de forma diferente… Só acho que precisa de outros pontos de vista, e em Portugal as mulheres ainda têm medo de falar sobre o aborto…
Mas é preciso falar…
Parei aqui e fiquei absorvida a ler os vossos comentários.
Felizmente nunca passei pela dolorosa situação da dúvida perante o aborto.
Sou a favor da sua despenalização, sempre fui, e fui mãe pela 1ª vez há 8 meses.
A minha curta mas feliz experiência como mamã só me ajuda a solidificar a minha posição.
Ter um filho é efectivamente a decisão mais importante e mais responsável na vida de uma pessoa. É sim o grande passo! Afinal, é o verdadeiro compromisso vitalício.
Queria mandar um abraço à viviane e dizer que partilho da sua opinião e ainda que sou muito simplista nesta questão delicada:
não discutamos se somos a favor ou contra o aborto – é impensável e a 1ª coisa que eu diria era NÃO!
Falemos da DESPENALIZAÇÃO.
Os abortos fazem-se. Em condições melhores ou piores. E as duas grandes questões são:
1) há muita gente a enriquecer com esta prática e a conseguir dormir à noite (será possível?????)
2) basta despenalizá-los e os abortos ilegais passam a ser legais.
A meu ver, é uma questão de hipocrisia, num país tão cheio de moral e bons costumes.
BANIDO.
e-mail encaminhado para a POLÍCIA FEDERAL DO BRASIL.
Atenção: O Aborto no Brasil é proibido, portanto, Não Comercializem ou indiquem clínicas e medicamentos para aborto no Brasil. Os e-mails serão encaminhados para a PF.
Obrigado.
Administração Gestantes.Net
oi me passa o email dele por favor estou desesperada me encotro na mesma situaçao que vc estava
BANIDO.
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Obrigado.
Administração Gestantes.Net
oi pessoal preciso aborta minha namorada esta com 3 mes de gravidez alguem sabe algum remedio para aborta precisso disso urgente estou desesperado por favor alguem souber me avise tudo bem pessoal ou liguem no meu celular estou apelando para todos os lados muito obrigado pessoal
BANIDO.
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Atenção: O Aborto no Brasil é proibido, portanto, Não Comercializem ou indiquem clínicas e medicamentos para aborto no Brasil. Os e-mails serão encaminhados para a PF.
Obrigado.
Administração Gestantes.Net
BANIDO.
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Obrigado.
Administração Gestantes.Net
Não comprem medicamento da enfermira carla são falsos não comprem.
bom nao sei quanto a você mais eu comprei e o meu chegou sim
adorei e deu bem serto para meu trabalho….
sobre gravidez na adolescencia…………….
vou usar varias vezes… muito obrigada!!!!!!
de jennifer caroline
Eu fiz um aborto numa clínica em Badajoz.
Não o fiz de “ânimo leve” apesar de pensar, e saber que há mulheres que o fazem. Não era considerada uma gravidez de risco, nem me encontrava em nenhuma das situações previstas no código penal, quer português, quer espanhol (cujo texto é exactamente o mesmo).
Em Portugal é impensável ter um filho e dá-lo para adopção… Não há opção. Não há acolhimento para a criança, e o sistema leva anos até que uma família possa adoptar…
Já fui mãe, e talvez por isso me tenha custado mais, e talvez por isso tenha tanta dificuldade em ultrapassar. Não quero com isso dizer que custe menos a alguém que nunca foi mãe, mas custa de maneira diferente. Porque sabemos o que é ter um ser dentro de nós, durante 9 meses.
Apesar de tudo, fi-lo de uma forma plenamente consciente. Não tenho orgulho nenhum, mas não me arrependo do que fiz. Apenas gostaria que a minha vida tivesse outras condições para não o ter feito. Nunca poderia ter outro filho e por em causa a subsistência da filha que já tenho.
Não imagina a dor que é tomar uma decisão dessas. E não imagina também a aflição que é saber que em Portugal se pode ir presa por fazer um aborto. E na maioria das vezes em más condições. Já basta a dor de tomar a decisão, e de fazer um aborto. Ser perseguida não ajuda…
Tive possibilidades de ir a Espanha sem sequer tentar encontrar em Portugal quem fizesse o “serviço”, como alguns lhe chamam… Mas há em Portugal quem o faça clandestinamente, como é óbvio. Até mesmo em hospitais publicos…
Em Badajoz, numa das tais clínicas que aparecem nos anúncios de jornal, existem condições para o fazer.
Não, não perguntam sequer qual é a razão pela qual decidimos fazer um aborto.
Sim, existe uma entrevista com um psicólogo. Pergunta “Como estás?” e explica-nos o que se vai passar de seguida e porque é que temos de preencher tanta papelada.
Existe uma espécie de linha de montagem. Ou neste caso de “desmontagem”…
Fazem uma ecografia, e análises.
Com uma rapidez alucinante, passamos por uma série de gabinetes aTé chegar a uma sala, tipo sala de operações onde será feita a intervenção.
Colocam soro, e dão uma espécie de calmante super-forte.
No meu caso, foi feito por aspiração.
Passado cerca de 20 minutos acorda-se já num quarto. Trazem a roupa que despimos ao entrar e dizem para aguardar numa sala de espera.
Na sala de espera podem estar apenas quatro mulheres de cada vez. Quando eu lá entrei estavam duas portuguesas e uma espanhola. (Devo também dizer que o pessoal da clínica estava pasmado com a quantidade de portuguesas que lá foi naquele dia… Que eu tenha reparado, só vi duas espanholas, no meio de duas dezenas de mulheres…)
Lembro-me particularmente de uma míuda, com uns 17 anos… Estava sentada à minha frente. Ela conseguiu soltar uma gargalhada, por já não sentir as calças a apertar a barriga… Estas foram as palavras dela…
Olhei para a senhora que estava sentada ao meu lado. Tal como eu, já tinha um filho, e não tinha possibilidades de ter outro. Agora não… A única coisa que conseguimos dizer além disso foi: “Já passou…” Uma espécie de frase de consolo, que não consola nada. Apenas “já passou” o perigo de correr tudo mal…
Qualquer mulher que tenha uma mínima fé em Deus ou uma educação católica tem medo de ser castigada por ter cometido um acto destes… Por Deus ou pelo Destino… E qualquer mãe tem um pavor imenso de que lhe aconteça alguma coisa enquanto os seus filhos não estiverem “criados”…
Dez minutos depois, a mesma senhora que me recebeu chamou-me. Eu e o meu companheiro, que estava até então a aguardar na sala de espera, fomos até um gabinete, onde me explicaram o que se is passar com o meu corpo nos dias seguintes. O que deveria fazer e como deveria tomar os medicamentos que me estavam a dar. Um antibiótico para prevenir complicações, um analgésico para as dores e umas gotas para ajudar o útero a contrair. Deram-me também uma declaração, para apresentar ao médico quando fizer a consulta para ver se está tudo bem… A declaração diz que a interrupção voluntária da gravidez foi feita ao abrigo do decreto lei 9/85 do artigo 417. É o tal que diz o mesmo que a lei portuguesa diz.
Estou agora a ver se encontro alguém que conheça um médico que não me faça sentir ainda pior quando for consultada.
Existe muita hipocrisia em Portugal… A maioria das mulheres já fez um aborto… E mesmo assim, as pessoas julgam-nas… Não são só os tribunais que as julgam… Toda a gente sabe que se fazem abortos. Que sempre se fizeram abortos. Não é por existir uma lei que o proibe que as mulheres vão deixar de o fazer. Nunca vai deixar de acontecer. Vai ser feito em casa, ou numa parteira reformada, sem quaisquer condições, ou num hospital público, pagando centenas de contos, e correndo risco de vida.
Acredita que em Portugal nem sequer um “fórum” na internet existe, onde se possam partilhar experiências deste género? É completamente ignorado, e no entanto toda a gente sabe que se fazem abortos…
Mesmo com o tal papel da clínica, que diz que fiz a IVG legalmente, tenho sinceramente receio de ir a um médico que se arme em “moralista” e que crie problemas legais… Tenho. Espero conseguir ultrapassar esse problema.
Entretanto, estou de luto, quer acredite, quer não. Sinto que morreu alguém que era um pedaço de mim, e de alguém que eu amo muito. Todos os dias tenho “flashes” na minha cabeça, de cenas que vi ou vivi naquele dia… E olho para a minha filha, e inevitavelmente questiono-me como seria, se a situação tivesse sido diferente.
É algo que eu nunca vou ultrapassar. Vou apenas conseguir viver com isso…
Não espero com a minha mensagem que pense de forma diferente… Só acho que precisa de outros pontos de vista, e em Portugal as mulheres ainda têm medo de falar sobre o aborto…
Mas é preciso falar…
anonimo on setembro 10th, 2009 at 08:22:
Eu fiz um aborto numa clínica em Badajoz.
Não o fiz de “ânimo leve” apesar de pensar, e saber que há mulheres que o fazem. Não era considerada uma gravidez de risco, nem me encontrava em nenhuma das situações previstas no código penal, quer português, quer espanhol (cujo texto é exactamente o mesmo).
Em Portugal é impensável ter um filho e dá-lo para adopção… Não há opção. Não há acolhimento para a criança, e o sistema leva anos até que uma família possa adoptar…
Já fui mãe, e talvez por isso me tenha custado mais, e talvez por isso tenha tanta dificuldade em ultrapassar. Não quero com isso dizer que custe menos a alguém que nunca foi mãe, mas custa de maneira diferente. Porque sabemos o que é ter um ser dentro de nós, durante 9 meses.
Apesar de tudo, fi-lo de uma forma plenamente consciente. Não tenho orgulho nenhum, mas não me arrependo do que fiz. Apenas gostaria que a minha vida tivesse outras condições para não o ter feito. Nunca poderia ter outro filho e por em causa a subsistência da filha que já tenho.
Não imagina a dor que é tomar uma decisão dessas. E não imagina também a aflição que é saber que em Portugal se pode ir presa por fazer um aborto. E na maioria das vezes em más condições. Já basta a dor de tomar a decisão, e de fazer um aborto. Ser perseguida não ajuda…
Tive possibilidades de ir a Espanha sem sequer tentar encontrar em Portugal quem fizesse o “serviço”, como alguns lhe chamam… Mas há em Portugal quem o faça clandestinamente, como é óbvio. Até mesmo em hospitais publicos…
Em Badajoz, numa das tais clínicas que aparecem nos anúncios de jornal, existem condições para o fazer.
Não, não perguntam sequer qual é a razão pela qual decidimos fazer um aborto.
Sim, existe uma entrevista com um psicólogo. Pergunta “Como estás?” e explica-nos o que se vai passar de seguida e porque é que temos de preencher tanta papelada.
Existe uma espécie de linha de montagem. Ou neste caso de “desmontagem”…
Fazem uma ecografia, e análises.
Com uma rapidez alucinante, passamos por uma série de gabinetes aTé chegar a uma sala, tipo sala de operações onde será feita a intervenção.
Colocam soro, e dão uma espécie de calmante super-forte.
No meu caso, foi feito por aspiração.
Passado cerca de 20 minutos acorda-se já num quarto. Trazem a roupa que despimos ao entrar e dizem para aguardar numa sala de espera.
Na sala de espera podem estar apenas quatro mulheres de cada vez. Quando eu lá entrei estavam duas portuguesas e uma espanhola. (Devo também dizer que o pessoal da clínica estava pasmado com a quantidade de portuguesas que lá foi naquele dia… Que eu tenha reparado, só vi duas espanholas, no meio de duas dezenas de mulheres…)
Lembro-me particularmente de uma míuda, com uns 17 anos… Estava sentada à minha frente. Ela conseguiu soltar uma gargalhada, por já não sentir as calças a apertar a barriga… Estas foram as palavras dela…
Olhei para a senhora que estava sentada ao meu lado. Tal como eu, já tinha um filho, e não tinha possibilidades de ter outro. Agora não… A única coisa que conseguimos dizer além disso foi: “Já passou…” Uma espécie de frase de consolo, que não consola nada. Apenas “já passou” o perigo de correr tudo mal…
Qualquer mulher que tenha uma mínima fé em Deus ou uma educação católica tem medo de ser castigada por ter cometido um acto destes… Por Deus ou pelo Destino… E qualquer mãe tem um pavor imenso de que lhe aconteça alguma coisa enquanto os seus filhos não estiverem “criados”…
Dez minutos depois, a mesma senhora que me recebeu chamou-me. Eu e o meu companheiro, que estava até então a aguardar na sala de espera, fomos até um gabinete, onde me explicaram o que se is passar com o meu corpo nos dias seguintes. O que deveria fazer e como deveria tomar os medicamentos que me estavam a dar. Um antibiótico para prevenir complicações, um analgésico para as dores e umas gotas para ajudar o útero a contrair. Deram-me também uma declaração, para apresentar ao médico quando fizer a consulta para ver se está tudo bem… A declaração diz que a interrupção voluntária da gravidez foi feita ao abrigo do decreto lei 9/85 do artigo 417. É o tal que diz o mesmo que a lei portuguesa diz.
Estou agora a ver se encontro alguém que conheça um médico que não me faça sentir ainda pior quando for consultada.
Existe muita hipocrisia em Portugal… A maioria das mulheres já fez um aborto… E mesmo assim, as pessoas julgam-nas… Não são só os tribunais que as julgam… Toda a gente sabe que se fazem abortos. Que sempre se fizeram abortos. Não é por existir uma lei que o proibe que as mulheres vão deixar de o fazer. Nunca vai deixar de acontecer. Vai ser feito em casa, ou numa parteira reformada, sem quaisquer condições, ou num hospital público, pagando centenas de contos, e correndo risco de vida.
Acredita que em Portugal nem sequer um “fórum” na internet existe, onde se possam partilhar experiências deste género? É completamente ignorado, e no entanto toda a gente sabe que se fazem abortos…
Mesmo com o tal papel da clínica, que diz que fiz a IVG legalmente, tenho sinceramente receio de ir a um médico que se arme em “moralista” e que crie problemas legais… Tenho. Espero conseguir ultrapassar esse problema.
Entretanto, estou de luto, quer acredite, quer não. Sinto que morreu alguém que era um pedaço de mim, e de alguém que eu amo muito. Todos os dias tenho “flashes” na minha cabeça, de cenas que vi ou vivi naquele dia… E olho para a minha filha, e inevitavelmente questiono-me como seria, se a situação tivesse sido diferente.
É algo que eu nunca vou ultrapassar. Vou apenas conseguir viver com isso…
Não espero com a minha mensagem que pense de forma diferente… Só acho que precisa de outros pontos de vista, e em Portugal as mulheres ainda têm medo de falar sobre o aborto…
Mas é preciso falar…
lilios
Bom li vários depoimentos sobre as situações.. é mt difícil as pessoas julgar. pois cada um tem seus problemas particulares… Só q acho q os pais deveriam tomar conta mais dos filhos, pois quem está educando agora é a ‘televisão’, um pais como o nosso capitalista.. o Mundo está cada vez mais violento… As jovens precisam tomar mais cuidados em n ter um grávidez indesejada.. pois é a pior coisa coisa do mundo. cuidem do seu corpo meninas jovens, é q Deus abençõe tdas vcs…
Olá
Me chamo Ana
Sou enfermeira em um Hospital de SP e vi que muitas precisam de medicação para realizar o ABORTO!
Desde já , esclareço que nenhuma de você’s conseguirão realizar um aborto seguro somente com citotec .
estou aqui no intuito de poder ajudalas uma a uma , e tirar toda espécie de duvidas que sondam a mente de todas . Eu trabalho com as medições seguintes :
RU-486 + m9soprostol (citotec )
Mifepristone + misotprostol ( citotec ).
Quem quiser tirar duvidas ou adquirir a medicação entre em contato no e-mail ou me adicione no MSN enfe.ana@hotma
Ola meninas tudo bem me chamo carla e trabalho em um hospital publico em são Paulo e trabalho com seguintes medicação Ru-486 injetável de mifeprex que te da um aborto espontâneo em 30 minutos e também tenho o famoso cokitel de comprimidos desde já venho esclarecer que não existe nenhum chás abortivo capaz de fazer um aborto seguro e espontaneo somente citotec e mifepristone bom meninas se alguma de vocês se endereçar em medicação abortiva seria somente me mandar um email para tirar todas sua duvidas ok meninas um abraço a todas bjs
enfermeira-carla@hotmail.com
Eu tenho 17 anos e descobri que estava gravida do meu namorado que tem 20 anos. Com isso me desisperei mais ao mesmo tempo fiquei muito feliz. Quando descobri que estava grávida estava aos 3 meses de gestação. Tudo se passou na minha cabeça inclusive abortar mais nunca eu iria fazer isso, pois apesar de tudo foi um erro meu. Quando contei pro meu namorado ele ficou muito preocupado mais preocupado com a reação dos meus pais, pois ele adorou a idéia de ser pai. Depois de um tempo resolvi fazer uma reunião com meus pais e contei o que estava acontecendo. Eles reclamaram muito comigo e disseram que eu iria ter que arcar com as consequências. Mais mesmo assim não me abandonaram. Tive muita sorte. Minha gestação graças a Deus foi maravilhosa, resolvi ter meu bebê de parto normal, pois meu obstetra falou que para minha idade é mais saudável. Hoje sou mãe de uma linha menininha chamada Maria Clara, que irá completar 2 meses dia 26. Consegui voltar a estudar, e vou fazer vestibular na UFPE para medicina. ” ACONSELHO AS ADOLESCETES QUE ESTIVEREM GRÁVIDA QUE NÃO ABORTE, POIS TER FILHO É UMA BENÇÃO DEUS E SE VC ESTÁ GRÁVIDA É PORQUE ELE LHE DEU ESTA OPORTUNIDADE, SEI QUE NEM TODAS TEM A SORTE QUE EU TIVE MAIS LUTEM, SE FOR PRECISO PASSEM POR CIMA DE TODOS, POIS VCS ESTÃO SACRIFICANDO POR UM FILHO QUE É SEU”. MUITOS BEIJOS A TODOS E SINTAM O PRAZER INESPLICÁVEL QUE É SER MÃE.
Olá, se alguém estiver em SP e quisser medicamento para causar o aborto até a 9 semana de gravidez, estou com um kit de 01 comprimido de Mifepristone (RU-486) de 200mg e 06 comprimidos de Misoprostol (Cytotec) de 200mcg originais na embalagem dos fabricantes. Acabamos tendo o aborto espontâneo antes do medicamento chegar do exterior. Estamos vendendo pelo mesmo preço que compramos R$900,00, se alguém se interessar por favor me avise jovpaulista@hotmail.com ! Abraço Marcelo.
sinceramente as pessoas nao pensam antes de fazer algo é errdo.matar uma vida de uma criança que nao pediu pra vim ao mundo .sou contra o aborto…ante sde oc fazer alguma coisa ,pense em oc e na vida de uma criança que pode vim ao mundo…
CRIANÇAS SE CUIDEM PARA NÃO ACONTECER;POIS SE ACONTECER ASSUMAM
Tenho um contato de uma clinica em SP, caso queiram entre em contato: carloseduardo7250@gmail.com
Gravidez Inesperada?? Podemos te ajudar!
Antes de tomar alguma decisão insegura.
Favor entrar em contato com Mara, telefone: 0800 77 24007 ou msn: gravidezinesperada@hotmail.com
O bem estar da mulher é muito importante!
Eu fiz semana passada! Gente que alívio!!! Sorte que encontrei uma pessoa que me ajudou a encontrar uma ótima clinica. Estou muito feliz….marinalopez1983@hotmail.com
tenho remedios de confiança ….me ligue no 11-8097-7662 , entrego em maos para aqueles de sp pagamento somente apos a certeza de que sao verdadeiros
ou mandem emails para
sotenhocitotec@hotmail.com
Obs: Pessoal deixem o email de contato ,pois assim fica mais facil o contato para poder ajuda-las ok
abraço e boa sorte …
Vc é a favor ou contra o aborto ? vc faria ou fez? E quando a pílula é farinha , ou estoura a camisinha ? , clinica de aborto, se liberam cirurgia de mudança de sexo pelo SUS , por que não aborto ? Afinal o Brasil é um pais democrático ou não ? cadê a lei de sermos livres ?
A 1 semana, abortei utilizando remédios. Quando fui atrás para compra-los, fui ENGANADA uma vez!
Então resolvi comprar de outros dois vendedores, porque o tempo estava passando!
Assim, os dois pedidos vieram!
Resumindo, quero vender os remédios que eu não usei!
Entrem em contato comigo, não sou vendedora e quero ajudar quem precisa!
Obrigada
renata.joao@yahoo.com